terça-feira, 25 de novembro de 2008

Em Busca da Década Perdida

Há quem diga que a década 80 foi a mais cafona de todas as décadas do século XX. Esta opinião se justifica pelo fato de os anos 80 serem marcados pela criatividade ilimitada, pela ousadia, pelo consumo exagerado, pela experimentação e, principalmente pelo individualismo. Individualismo este, que deu espaço para cada um vestir o que tivesse vontade de vestir e fazer disto a sua moda.

A identidade desta década é formada por todos os adjetivos acima citados e esta também é a cara da moda neste período: uma moda marcada pelo exagero, pelo colorido e pela praticidade. O exagero se dá pelo uso de shapes diferentes e ousados, o colorido pelas cores vibrantes, e a praticidade se deve ao boom das academias de ginástica e do culto ao corpo saudável, que acabou fazendo com que as roupas esportivas deixassem de ser de uso exclusivo das academias e entrassem no guarda roupa do dia-a-dia.

No início desta década ainda eram vistas as costeletas, destaque da década anterior, porém logo deram espaço aos cabelos assimétricos, às franjas repicadas, aos altos topetes à base de gel e mousse e aos permanentes nos cabelos femininos.

As calças boca-de-sino, símbolo do pop star Elvis Presley nos anos 70, foram substituídas por modelos mais justos. Surgiram então os modelos fusô (calça justa que se afunilava no comprimento da perna) e legging (tem seu comprimento até um pouco abaixo dos joelhos), e eram caracterizadas por terem a cintura bem alta. Para compor o look, as calças eram usadas com cintos coloridos e, para complementar ainda mais, saíram direto das academias de ginástica as polainas, confeccionadas nas mais variadas cores que combinavam perfeitamente com os modelinhos mais justinhos das calças.

Na moda da década de 80, as mulheres ainda podiam contar com a presença de ombreiras que deixavam o visual forte e alinhado com um leve toque de exagero, as faixas de cabeça, ícone que também teve origem nas academias, as saias balonês, os frufrus de tule no cabelo, as blusas com mangas enormes - chamadas mangas morcego -, as golas canoa, os macacões, os acessórios em excesso, as estampas de oncinha, as pregas e drapeados e os tecidos sintéticos.

Na maquiagem, assim como nos acessórios, o lema era o colorido. As sombras, os blushes e os batons ganharam destaque e deviam ser sempre muito bem marcados. O colorido das sombras não se dava somente pelo uso de várias cores, mas sim pelos tons fortes, vivos e chocantes. Os tons pastéis estavam de fora da cartela de cores das maquiagens.

O uso de peças coloridas e de tons fortes não era tão presente nos looks masculinos como nos femininos. Os tons pastéis predominavam no guarda roupa dos homens e davam espaço a algumas peças em cores cítricas que compunham os looks. Para os homens, o look casual que mesclava cores cítricas com tons pastéis e que tomou conta desta década era inspirado na série policial da televisão americana “Miami Vice”: blazers de linho em cortes folgados, sapatos sem meia, cabelo sem corte, barba por fazer e óculos escuros enormes.

A moda nos pés era composta tanto pelos modelos altos quanto pelos baixos. O ícone do salto alto nesta época era o scarpin - modelo de sapato feminino fechado na frente e na parte posterior, que pode ter o bico fino, redondo ou quadrado. Já os calçados rasteiros apresentavam maior variedade. Os sapatos estilo mocassin fizeram a cabeça tanto das mulheres quanto dos homens por oferecer conforto e praticidade. Os tênis modelo iate e os das marcas All Star e Kichute chegaram para ficar e viraram febre entre os estilosos oitentistas. Nos pés das mulheres mais delicadas, reinavam as sandálias transparentes feitas em plástico, conhecidas como Melissinhas, que deram fama à marca Melissa.

Hoje, 2008, a moda apresenta elementos refletidos da década de 80. Um exemplo são as coleções de verão 2009, que estão sendo lançadas, e trazem peças com fortes referências dos anos 80, como a cintura alta e os ombros bem marcados. Isto prova que é sempre bom guardar algumas peças da mamãe porque nunca se sabe quando “aquela” moda vai voltar.






Postado por

Ana Luísa Borges Fernandes
e Débora Taís Fernades



Rebeldia em Série


Tendo Elvis Presley como símbolo e marco inicial do Rock and roll, a década de 1960, prometia significantes mudanças no comportamento dos jovens vindos do “baby-boom” (pós-guerra). O blusão de couro, jeans e topete, montados em lambretas, eram a sensação da década, proveniente do cinema, com influencia direta de James Dean e Marlon Brando, em um contexto masculino, e acompanhando esta revolução, as mulheres abandonavam suas saias rodadas e se vestiam com calças cigarretes.
Marcando o fim da moda única imposta pelos costumes, com a geração chamada beat, estes costumes e o consumo desenfreado dos jovens, influenciara movimentos de contracultura, representado por Janis Joplin na música e pacifismo com os hippies.
Em um contexto político, a capital do País, passa do Rio de Janeiro para Brasília, na presidência de Juscelino, com base no slogan “50 anos em 5”, passando a bola para Jânio Quadros, posteriormente por Jango Goulart, aumentando os conflitos sociais, antecedendo o golpe militar em 1964.
No Brasil a afirmação da Bossa Nova, a música como cunho social expostas pela TV Excelsior e TV Record, deram inicio a carreira de grandes ícones da musica brasileira como Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Caetano Veloso e outros, que além de músicas de fundo social, se impunham a censura imposta pelo governo militar.
O som forte da guitarra dos Beathes é o hit da década, com suas letras contestadoras e revolucionárias, e lançando os cabelos compridos, as roupas coloridas e o uso de anéis e outros acessóriso masculinos.
A minissaia ganha espaço, divulgada pelos estilistas Mary Quant na Inglaterra e André Courrèges na França. André Courrèges marcou a revolução na moda, ao mostrar suas roupas de linhas retas, botas brancas e o futurismo, em suas “moon girls” com roupas fluorescentes e metálicas. Ives Saint Laurent também se impunha, criando o vestido tubinho e Emilio Pucci surgia mostrando ao mundo suas estampas psicodélicas. Não esquecendo de Paco Rabanne, que destacou-se por usar o metal e o alumínio como matéria-prima em suas coleções. O tecido sintético ganha espaço no mercado.
E como marco revolucionário na lingerie, a generalização do uso da calcinha junto a meia-calça, na utilização da minissaia e para dançar o rock.
O Jeans e a camiseta reforçam a onda unissex e a mulher pela primeira vez se arrisca a usar roupas essencialmente masculinas na época.
Os jovens não se interessavam mais em alta-costura, dando o surgimento ao prêt-à-porter de luxo. As confecções ganhavam espaço e precisavam de bastante criatividade, sendo enfatizado o fato do “ter estilo”, renomeado o costureiro à estilista.
Os avanços tecnológicos também ganhavam reconhecimento, como avanços na medicina e viajem ao espaço. A arte passa a ter um aspecto mais popular, tendo seu reconhecimento com o impacto causado pela pop arte, representados na década por Andy Warhol e Roy Linchetenstein.
O movimento hippie, pregando a paz e o amor, através do poder da flor/flower power, do negro/black power, do gay/gay power e a liberação do poder feminino/women´s lib. E palavras de poder como: “e que tudo mais vá pro inferno” de Roberto Carlos, ganham força.O movimento estudantil explodiu, contestando a sociedade, seus sistemas de ensino referentes a sensualidade, costumes estética e moral, lutando contra a ditadura militar e contra a reforma educacional, imposta pela mesma.
Portanto a década de 1960, foi fortemente marcada pela vontade de se rebelar, seja pelo modo de se vestir ou se comportar, quanto pelo poder exacerbado do militarismo. A busca da liberdade de expressão e sexual, marcada pela comercialização da pílula anticoncepcional, dando impulso ao feminismo liberal, que lutava por direitos iguais ao dos homens, assim como salários iguais, e poder de decisão, tendo como símbolo a queima de sutiãs em praça pública.
Teve ser término marcado por um grande show de rock conhecido por “woodstock Music & Ar Fair”, em agosto de 1969, reunindo mais de 500 mil pessoas, durante três dias, deliciando-se com “amor, música, sexo e drogas”.



A Década Perdida: Anos 80


Os anos 80 foi uma década de crise econômica e inflação muito alta, para os economistas essa foi uma “década perdida” em função da situação caótica pela qual passava o Brasil; mas a Moda dos anos 80 procurou expressar justamente o contrário

Foi nesse período que tivemos um grande boom de escolas de moda, ajudando a formar profissionais nessa área.

Nessa década a indústria têxtil teve grande força, junto aos desfiles e promoções. As grifes de moda estava em voga e nomes como Lino Villaventura surgem no cenário nacional para alavancar a moda.

Cria-se, nesse período, a cooperativa da moda, em que se transformou em um laboratório de exercício do estilo, lançando nomes como Jum Nakao e Walter Rodrigues.

Os jovens usavam calça jeans, camiseta e tênis, sempre buscando complementar seus looks com modismos e elementos que imprimiam a irreverência da década como as polainas, as colãs, e tênis em cores mais do que vibrantes.

O traje esportivo era febre assim devido as academias que se espalhavam por todos os cantos, todos pareciam querer se exercitar, embalados pelas músicas dançantes e pelos ritmos aeróbicos.

O período de 80 que se inicia na verdade em 1978, pondo fim aos anos 70 caracterizado pela onda hippie, das formas largas, despojadas e engajadas. O lema adotado agora é a “ambigüidade”. Uma miscelânea de estilos, formas e cores entra em cena, até mesmo pela abertura da democracia no setor político, a moda incorpora “o tudo é permitido”. A moda não seguia nenhuma linearidade, os shapes usados na época buscavam a valorização do corpo feminino e versavam entre vestidos balônes, tomaras que caia, franzidos, babados, cintura marcada, fendas, brilho e tecidos que colavam ao corpo sugerindo a sensualidade feminina.

A cartela de cores, texturas e estampas se misturavam ao passo que se podia combinar cores cítricas, com motivos étnicos (zebra, onças) e rendas. Até o make de produção cabelo/maquiagem acompanhava a mesma tendência: cabelos coloridos e cortes repicados, espetados e assimétricos. A maquiagem sempre carregada e bem marcada nos olhos e na boca com vermelhos e pinks vibrantes.

Outros ícones que marcaram essa época são: as calças leggings, as mangas morcego, batom 24 horas, scarpin.

Mas apesar de toda essa irreverência a moda dos anos 80 também teve seu lado chique, elegante e sexy. O uso das ombreiras e cintura marcada por cintos largos caracterizou um visual mais andrógino, que afirmava a conquista da liberdade feminina, onde estas desempenhavam cargos de chefia. A moda masculina seguia o mesmo estilo.

A década de 80 marca o exagero e a ostentação. Os shoppings viram centro de consumo e as marcas ganham valores. Luxo, poder e status podem definir com exatidão os desejos dessa década.

A moda também sofreu influência do Japão, emergente com suas novidades, e seus eletrônicos, neons, computadores, automáticos e robóticos futuristas.

Os anos 80 é comumente relembrado e agora mais do que nunca ele volta com alguma força. Sinais de adesão á elementos marcantes da década de 80 são expostos em desfiles de grifes de luxo, não se sabe ainda se a moda vai realmente pegar, mas no mínimo se aposta que uma releitura menos extravagante pode ser feita da cintura marcada com cintos largos e ombros equilibrados por ombreiras.

A releitura de antigos modismos e estilos explora justamente a ambigüidade. O saber sobre bom gosto e mau gosto nos leva a reflexão, da mistura de tendências a partir dos anos 80, e nos mostram que todas as limitações são na realidade relativas e que essas projetam na moda, nada mais que os nossos sonhos, idéias e aspirações, e que, afinal, tudo é mesmo possível no mundo da criação.



Postado por: Cheryl, Cinthia, Karina e Leticia, 6º periodo moda

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ANOS LOUCOS

Nas primeiras décadas do século XX houve a aceleração da industrialização, urbanização e dos sistemas de proletariado e empresariado, mas também permaneceu a tradição colonialista, os latifúndios, a oligarquia e desenvolvimento desigual das regiões do país. Com a modernidade a mulher continuou a trabalhar e consumir, influenciadas pelos ritmos da época como jazz foxtrote e charleston, as bainhas das roupas começaram a subir cada vez mais chegando até os joelhos, fazendo o sucesso das meias de seda. A cintura foi deslocada para o quadril, as cintas e achatadores disfarçavam os volumes do corpo, deixando a mulher com um aspecto completamente andrógeno. Nessa época surgiu o chapéu cloche, que era parecido com um sino, e ficou marcado como uma característica da época.
Criadores da época como Channel, Jean Patou, Madeleine Vionnet, Jeanne Lanvin, Lucien Lelong revolucionaram a maneira de vestir. O vestuário masculino manteve algumas características, porém uma das novidades foi o smoking, os sapatos bicolores e a calça esportiva de golf, chamados de knickerbockers, o colete caiu em desuso e surgiu o paletó com abotoamento duplo chamado jaquetão, o chapéu côco fez sucesso na década pela utilização do ator Charles Chaplin nos cinemas. O cinema começou a produzir melodramas, filmes de gansgsters e documentários.
Em Hollywood, as estrelas de cinema era Rudolph Valentino, o comediante Fatty Arbuckle e Francis X. A década é marcada por apresentar o primeiro filme sonoro. Em 1926 surge os primeiros curtas- metragens sonoras e 1927 a primeira longa-metragem sonora. Em 1923 se populariza os filmes de cowboys. Entre o fim da primeira guerra mundial e 1929, o número de expectadores triplica na França.
Nos bailes dançantes dentre os estilos de músicas que eram encarregados da alegria das festas estavam as marchinhas. No Brasil o destaque nessa área musical ficava para Chiquinha Gonzaga, Ary Barroso, Noel Rosa, Lamartine Babo, João de Barro e Mário Lago. As melodias simples e 'pra cima' e o andamento acelerado se juntaram às letras inteligentes, cheias de ironia, e caíram nas graças dos foliões. Os compositores e interpretes mais famosos do Brasil eram Carmem Miranda, Dalva de Oliveira e Silvio Caldas que foram alguns dos responsáveis pela imortalização de algumas músicas. A censura foi uma grande vilã que impediu que muitas marchinhas pudessem ter êxito. Alguns artistas, como Gal Costa e Rita Lee, ainda conseguiram resgatar algumas músicas da década de 20 durante a década de 80. Porém a grande maioria se perdeu no tempo.
A Semana de Arte Moderna foi um evento que marcou os anos 20, também chamados de anos loucos. A arte teve inicio com as publicações literárias de Oswald de Andrade que tenta chamar a atenção para o valor dos artistas brasileiros e das raízes nacionais. Ela foi considerada a primeira manifestação pública a favor do espírito novo moderno e em oposição à arte conservadora.


Na década de 1920 era nítida a preocupação de se discutir a identidade e os rumos da nação brasileira. Todos tinham algo a dizer - políticos, militares, empresários, trabalhadores, médicos, educadores, mas também artistas e intelectuais. Como deveria ser o Brasil moderno? Através da literatura, das artes plásticas, da música, e mesmo de manifestos, os artistas e intelectuais modernistas buscaram compreender a cultura brasileira e sintonizá-la com o contexto internacional. O marco de seu movimento foi a Semana de Arte Moderna de 1922. (Anos 20: Arte e cultura, 2008)


Concluindo afirmamos que a década de 20 foi uma época marcada por revoluções de pensamento e inovações artísticas. Isso resultou em uma mudança do vestuário, principalmente do feminino, mostrando mais as pernas e criando um visual bastante andrógeno com silhueta masculina; em comunhão com a mudança de atitude das mulheres que passaram a trabalhar e comprar seus vícios como o uso do cigarro. Enfim esses são fatos inesquecíveis a mente de qualquer pessoa que tenha algum conhecimento sobre este período intrigante.

Veja abaixo um vídeo com a moda dos anos 20!

Por Ana Flávia, Livia, Natália e Tamires