Há quem diga que a década 80 foi a mais cafona de todas as décadas do século XX. Esta opinião se justifica pelo fato de os anos 80 serem marcados pela criatividade ilimitada, pela ousadia, pelo consumo exagerado, pela experimentação e, principalmente pelo individualismo. Individualismo este, que deu espaço para cada um vestir o que tivesse vontade de vestir e fazer disto a sua moda.
A identidade desta década é formada por todos os adjetivos acima citados e esta também é a cara da moda neste período: uma moda marcada pelo exagero, pelo colorido e pela praticidade. O exagero se dá pelo uso de shapes diferentes e ousados, o colorido pelas cores vibrantes, e a praticidade se deve ao boom das academias de ginástica e do culto ao corpo saudável, que acabou fazendo com que as roupas esportivas deixassem de ser de uso exclusivo das academias e entrassem no guarda roupa do dia-a-dia.
No início desta década ainda eram vistas as costeletas, destaque da década anterior, porém logo deram espaço aos cabelos assimétricos, às franjas repicadas, aos altos topetes à base de gel e mousse e aos permanentes nos cabelos femininos.
As calças boca-de-sino, símbolo do pop star Elvis Presley nos anos 70, foram substituídas por modelos mais justos. Surgiram então os modelos fusô (calça justa que se afunilava no comprimento da perna) e legging (tem seu comprimento até um pouco abaixo dos joelhos), e eram caracterizadas por terem a cintura bem alta. Para compor o look, as calças eram usadas com cintos coloridos e, para complementar ainda mais, saíram direto das academias de ginástica as polainas, confeccionadas nas mais variadas cores que combinavam perfeitamente com os modelinhos mais justinhos das calças.
Na moda da década de 80, as mulheres ainda podiam contar com a presença de ombreiras que deixavam o visual forte e alinhado com um leve toque de exagero, as faixas de cabeça, ícone que também teve origem nas academias, as saias balonês, os frufrus de tule no cabelo, as blusas com mangas enormes - chamadas mangas morcego -, as golas canoa, os macacões, os acessórios em excesso, as estampas de oncinha, as pregas e drapeados e os tecidos sintéticos.
Na maquiagem, assim como nos acessórios, o lema era o colorido. As sombras, os blushes e os batons ganharam destaque e deviam ser sempre muito bem marcados. O colorido das sombras não se dava somente pelo uso de várias cores, mas sim pelos tons fortes, vivos e chocantes. Os tons pastéis estavam de fora da cartela de cores das maquiagens.
O uso de peças coloridas e de tons fortes não era tão presente nos looks masculinos como nos femininos. Os tons pastéis predominavam no guarda roupa dos homens e davam espaço a algumas peças em cores cítricas que compunham os looks. Para os homens, o look casual que mesclava cores cítricas com tons pastéis e que tomou conta desta década era inspirado na série policial da televisão americana “Miami Vice”: blazers de linho em cortes folgados, sapatos sem meia, cabelo sem corte, barba por fazer e óculos escuros enormes.
A moda nos pés era composta tanto pelos modelos altos quanto pelos baixos. O ícone do salto alto nesta época era o scarpin - modelo de sapato feminino fechado na frente e na parte posterior, que pode ter o bico fino, redondo ou quadrado. Já os calçados rasteiros apresentavam maior variedade. Os sapatos estilo mocassin fizeram a cabeça tanto das mulheres quanto dos homens por oferecer conforto e praticidade. Os tênis modelo iate e os das marcas All Star e Kichute chegaram para ficar e viraram febre entre os estilosos oitentistas. Nos pés das mulheres mais delicadas, reinavam as sandálias transparentes feitas em plástico, conhecidas como Melissinhas, que deram fama à marca Melissa.
Hoje,
Postado por
Ana Luísa Borges Fernandes
e Débora Taís Fernades
















Antigamente, era menos provável ouvir falar de moda para homens, não pelo fato de serem menos vaidosos e sim por masculinidade. Hoje já existem revistas e colunas que tratam de moda masculina, lógico que com menos intensidade do que para mulheres (pois as mulheres abrem mais por propagandas de moda do e vitrines do que os homens), mais os homens não são menos consumistas nem menos vaidosos do que elas, o que esta acontecendo e que hoje ele tem uma maior liberdade de explorar sua vaidade e seu consumismo já que, a masculinidade não e motivo de renuncias como antiga (o homem não e menos homem por ser vaidoso). Mario Queiroz declarou que "Já foi bem mais difícil só trabalhar para homens. Hoje, eles têm muito mais cultura de moda e isso inegavelmente abriu novas possibilidades na minha carreira."Ele que trabalha a 18 anos com moda masculina diz que essa e sua melhor fase,pois o homem que veste Mario Queiroz é um homem consumista.Isso tudo se da ao fato de que o homem de hoje pode assumir mais sua vaidade, cuidar da aparência, sair para comprar roupa. Antigamente, isso não era bem-visto. Da mesma foi que o século 20 foi o século da vaidade feminina o século 21 tem sido a revelação da vaidade masculina. Apesar de que nem sempre foi assim já que entre os séculos 17 e 18 nas cortes européias, a disputa pela vestimenta mais rica em decoração e extravagância não era privilégio apenas das mulheres.Mas com a vinda da revolução Industrial e a Revolução Francesa os homens tiveram que deixar essa vaidade para as mulheres e arregaçar as mangas.E com tudo isso retornou-se o culto a aparência masculina